Minha Viandança pela 36ª Bienal de São Paulo em Goiás

Este é um recorte da viandança desta artista pelos bastidores da 36ª Bienal de São Paulo em Goiás “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”.

Eu estudei, aprendi e pude me expressar junto ao grupo de estudos dos artistas-educadores que serão monitores nesta exposição. Tomei nota, queria anotar tudo, tamanha a expansão mental e repertório que percebi sendo aberto em mim. Que lindo e potente o conceito que materializou este evento do universo das artes visuais mundial.

É um marco para a Arte Contemporânea produzida em Goiás. Vi minha própria arte dialogando com diversas obras ali, de artistas renomados. Feminismo, maternidade, dor de empatia, @gressv!dad€ para com quem agrd€ a humanidade vivente em nós, que vemos na Arte um respiro de resgate do amor pela vida em comunidades. Esta é minha leitura desse passeio acompanhado por outras mentes entregues ao evento.

Importante salientar que em 70 anos de bienais, 60 pela Fundação Bienal de SP e 11 do projeto de itinerâncias, esta é a 1ª vez da mostra em nosso Estado.

Visitem! Visitem muitas vezes. Em cartaz no MAC até 19 de abril. Depois andará por outros estados e países.


Trecho do poema “Da calma e do silêncio” (Conceição Evaristo)

Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.

Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra…