

Ah, a criatividade! Ahhh, a infância!
Uma simples desenhança feita em casa, para entreter minha menina, acabou virando parte da decoração da festinha de 3 anos. Não houve planejamento, apenas levei o desenho comigo. E lá, no ritmo cronometrado da escolinha, montei um painel improvisado que se transformou em cenário para um dos momentos mais importantes das nossas vidas.
Mia ama pintar — filha de peixA, peixinha é. E quando ela olhar essas fotos daqui alguns anos, vai se encontrar com essa mamãe que faz de um tudo para colorir sua infância.
Curioso é que também não planejei este post. Escrevendo agora, percebo que a aquarela tem me ensinado sobre confiar na vida, sobre ser criativa diante das adversidades desse existir correndo. Na aquarela, mais do que em outras técnicas, é a fluidez que determina o que se entrega de arte.
E talvez seja isso que eu esteja aprendendo: deixar a vida escorrer como tinta sobre o papel, aceitando que o inesperado também pode ser bonito.
E também empreendedor, pois é uma entrega profissional de valor subjetivo. Durante a escrita deste relato, me veio o click de que mais famílias e crianças precisam experienciar momentos de entrega criativa como este que eu e minha pequena vivemos. E guardar os resultados, para usá-los de maneiras diversas no futuro, ou apenas encontrá-los e revivê-los anos depois.